A encantadora cidade de Colônia, na Alemanha

Atualizado: 24 de Out de 2020



Engana-se quem resume um país como a Alemanha às cidades de Berlim, capital, e Frankfurt onde pousam voos que chegam direto do Brasil, ao menos como acontecia antes da pandemia.


Aqui vos apresento uma das cidades, na minha opinião, mais encantadoras da Europa: Colônia.


Apesar de ficar na Alemanha, ela é de fácil acesso para quem está na Holanda, Bélgica ou Luxemburgo. Esses países, inclusive ficam mais próximos de Colônia do que a própria capital Berlim.




Sobre a Cidade

Pois bem, Colônia tem 2.000 anos de idade e é a quarta maior cidade da Alemanha (depois de Berlim, Hamburgo e Munique).

Ela está localizada na região do Reno-Ruhr, uma das principais regiões metropolitanas europeias e a maior da Alemanha, com mais de dez milhões de habitantes (somente a cidade de Colônia tem pouco mais de 1 milhão de habitantes).

A cidade é um centro cultural que abriga dezenas de museus e centenas de galerias de arte. Durante a Idade Média, foi uma das mais importantes rotas comerciais entre o leste e oeste da Europa.

Colônia também foi uma das cidades mais bombardeadas na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, com quase 35 toneladas de bombas jogadas sobre seu território. O bombardeio reduziu a população em 95%, devido à evacuação e destruição de quase toda a cidade.


Hoje, isso lhe rende imagens de tirar o fôlego e o reerguimento da cidade nos surpreende. Como resultando, há uma paisagem urbana misturada e única.

Como chegar




Não há voos diretos do Brasil para Colônia, mas há voos saindo de São Paulo para a cidade de Frankfurt ou Amsterdam.

Um trem de Frankfurt até lá dura apenas uma hora e custa em média 18 euros.

Já um ônibus na empresa Flixbus, conhecida pelas viagens em valor acessível e muitas vezes com veículos muito confortáveis, sai a 10 euros e leva cerca de duas horas.

Já um trem saindo de Amsterdam custa em média 50 euros e dura 3 horas. Eu fiz esse trajeto e o trem é extremamente confortável, além de ter wifi que funciona.


Para quem prefere alugar um carro, a viagem entre Colônia e Berlim, por exemplo, tem duração de 6 horas. O trajeto é considerado longo para os alemães, mas para brasileiros acostumados com a imensidão do país, soa bastante tranquilo.

Para conferir todas as opções de transporte público, você pode acessar o site Omio, um dos mais completos neste quesito quando se trata de viagens pelo continente europeu. É o que eu utilizo como ponto de partida para começar a planejar uma viagem até lá.

Eu recomendo muito a viagem de trem porque assim que você colocar os pés, (ou as muletas, ou as rodas de sua cadeira) na saída da estação, vai se deparar com uma parede de vidro gigantesca onde já dá para enxergar a frondosa catedral, bem ali na sua frente. De cara já vai perceber o quanto ela é grandiosa e certamente já vai querer ficar por ali mesmo.



Entrada e saída da estação de trem de Colônia


O que fazer


Vale ressaltar que, apesar do tamanho da cidade, o centro histórico de Colônia é bem pequeno e não é necessário nenhum carro para fazer o percurso. Tanto que o transporte de turistas fica por conta de triciclos, os Taxibikes, como na foto abaixo. Assim, os turistas são levados por um guia e conseguem percorrer as principais ruas do centro histórico sem qualquer empecilho. Essa é uma boa saída também para quem tem dificuldade de locomoção e não quer ou não pode se cansar de tanto caminhar.



Guia turístico que me conduziu do hotel até a estação de trem.

Um passeio sai, em média, 10 euros



A Catedral



Sem dúvidas a catedral de Colônia é a principal atração da cidade. Gigantesca, a Kölner Dom (nome dela é alemão) é uma igreja no estilo gótico que demorou 600 anos para ficar pronta, o que aconteceu em 1880. Cuide bem do pescoço ao tentar subir o olhar até o topo da igreja que tem 175 metros de altura.


A entrada na catedral é gratuita. Uma das curiosidades que mais chamam a atenção dos turistas é o fato de que dentro da igreja há uma urna onde estão os restos mortais dos três reis magos, levadas de Milão pelo imperador Barba Roxa, durante o Império Romano-Germânico.

Eu começaria o roteiro por ali mesmo, já que em volta você já vai encontrar centenas de opções de lugares para comer, comprar lembrancinhas ou providenciar um taxibike.


Falando em comida, o que não vai faltar são barraquinhas para você comer os típicos biscoitos alemães e tomar a Kölsch, a popular cerveja que só é produzida na cidade. A cerveja é sempre servida em um copo reto e cilíndrico de 200ml.


O ponto mais tradicional para isso é na cervejaria (e restaurante) mais popular da cidade, quase ao lado da Catedral, a Brauhaus Früh. Mas vou te indicar um lugar com uma vista deliciosa par tomar essa cerveja daqui a pouco, às margens do rio Reno.


Enquanto isso, do lado da catedral, você poderá visitar o Museu Ludwig, com uma faxada moderna que tem em seu acervo obras que vão do impressionismo à arte contemporânea. O acervo é baseado nas aquisições do empresário Peter Ludwig, que detinha uma maiores coleções de arte particulares no mundo, estimada em 20 mil peças. 


Também andando mais um pouquinho à direita a partir da catedral - sim, é possível fazer tudo à pé - você vai encontrar essa que compõem uma das histórias mais populares e encantadoras da cidade: a casa onde viveu Johann Farina, o inventor da Água de Colônia.


Poisé, essa fragrância popularmente conhecida em todo o mundo, e que você encontra de tudo que é marca e em tudo que é perfumaria, nasceu aqui.

A verdadeira água de Colônia



No tour pelo museu, o guia interpreta o personagem Farina e te ensina os prícipios da fabricação de perfumes e da Água de Colônia

A casa onde Farina viveu não é apenas uma loja onde se vende a primeira água de colônia do mundo, mas também um museu onde é possível agendar um passeio e entender melhor a história da fragrância e até mesmo sobre perfumes e as diferenças para uma água de colônia.

Para resumir um pouco,