Como escolher a mochila ideal para sua viagem

Atualizado: 10 de set. de 2021




Carregar um trambolho nas costas, ou sair arrastando uma mala de rodinhas tortas ao caminhar nas ruas de pedras dos centros históricos dos melhores destinos do mundo. Afinal, como saber qual a melhor mochila para você ou para cada viagem?


Aqui vão algumas dicas para você não perder dinheiro nem com uma mochila inapropriada e nem com fisioterapia depois de ter passados dias carregado a bagagem errada.


1. A relação capacidade x peso


O ideal é que o peso de uma mochila não ultraprasse 1/3 do peso de seu corpo. Há ainda quem diga a relação litros x peso de cada mochila é a seguinte: 1 quilo para 5 litros de mochila. Mas há controversas. Isso porque peso e volume são grandezas diferentes e não há como comparar. No entanto, é possível ter uma dimensão do peso que pode ser colocado em uma mochila sem que ela fique desconfortável.


No meu caso, consigo levar até 10 kg em uma mochila como a da imagem acima, que possui 25 litros. Ou seja, vai depender muito do volume das peças e equipamentos que se quer carregar.


Para viagens mais longas e que demandem uma maior quantidade de equipamentos, como botas, casacos ou até sacos de dormir, uma mochila de 50 litros + 10 litros me supriu bem.


O que é o + 10?


Algumas mochilas possuem um sistema de aumento de volume. O mais comum é que venham com uma pequena bolsa com capacidade de 10 litros acoplada à bagagem maior, como na imagem abaixo, um modelo da marca Quechua.


Mas para que a viagem seja de fato confortável, o próximo item é fundamental.




2. Regulagens e alças



A saúde de seus ombros e quadris depende em boa parte delas. Por isso, recomendo que experimente uma mochila nas costas antes de comprá-la. Já tive modelos que acabam machucando os ombros ou até mesmo o pescoço porque as regulagem não se encaixaram bem no formato do meu corpo.


Ou seja, provar a mochila é ainda mais relevante para quem não tem um corpo considerado padrão e precisa se adaptar.


Há diversos tipos de alças, mas o ideal é verificar se a parte interna delas possui algum tipo de amortecimento ou acolchoamento. O modelo da primeira imagem, por exemplo, da marca Columbia, já testado aqui no Passaporte Acessível, possui a mesma tecnologia de amortecimento presente nas botas da marca, o que confere conforto em atividades de impacto como trekkings. Eu mesma a utilizo muito para carregar equipamentos também.


Já esse outro modelo da marca Quechua, apesar de não ter o mesmo amortecimento, é bem acolchoado. Por ser uma mochila maior (de 50 litros), resiste bem ao peso, mas dependendo do usuário, já vimos relatos de que as alças podem machucar um pouco o pescoço dependendo do corpo e da quantidade de peso que é colocada nela. Eu senti um pouco essa dificuldade no início, e resolvi o problema indo até um sapateiro e pedindo para ele ajustar a costura da alça de modo que fizesse mais sentido para o meu corpo. Deu certo!



3. Praticidade


A abertura da mochila influencia muito na praticidade em meio à viagem. Há aqueles modelos com abertura total e que, se estiverem com muitos itens guardados ali dentro, tudo pode cair equanto tentar abrir.


Esta é vantagem de modelos como a mochila da Columbia na imagem ao lado (clique aqui para obter cupom de desconto). Que devido a sua costura e formato quadrado proporciona uma maior abertura no seu topo, fazendo com que ela fique firme (diferente do que pode acontecer com as mochilas em formatos de sacos) e sendo prático para o encaixe e retirada dos objetos de dentro dela.


Sobre os modelos com abertura total (como na imagem abaixo), são interessantes para viagens em que a mochila será aberta em espaços mais controlados, como o quarto de hotel, por exemplo. Ou seja, ela utiliza a mesma lógica das malas de rodinha, neste caso. Assim, ela funciona bem como bagagem principal, mas não como o que chamamos de mochila de ataque, das que carregamos para todos os lados.




No caso dos modelos de 50 litros para cima é comum encontrar mochilas com duas aberturas, uma no topo e outra na parte inferior. Isso é fundamental, e você perceberá a relevância disso quando precisar de algum objeto que está embaixo de tudo.



4. Estrutura


Essa é uma dica para quem pretende usar a mochila por um bom tempo. Procure um modelo com quadro de suporte interno para as costas. Se os tecido das costas for feito com alguns furinhos, pode se animar. Esse é um mecanismo que ajuda na evaporação do suor e, assim, você não molhará a mochila e nem sentirá um calor brutal só por estar com ela.


A estrutura de suporte para as costas é uma ajuda e tanto para a distribuição do peso, melhora sua postura e aumenta o tempo e a carga que você vai suportar.


No entanto, é preciso ficar atendo aos modelos que são muito rígidos, há alguns que possuem ferros e você pode não se adaptar tão bem. Neste quesito, a mochila da Columbia mostrada acima apresenta mais conforto do que a da Quechua.



5. Resistência a água




Característica fundamental para quem sente algum tipo de apreço pelo que carregará dentro da mochila, principalmente se irá levar equipamentos fotográficos ou computador para a viagem. Alguns modelos trazem capas guardadas em zíper à parte e que podem ser colocadas a qualquer momento. Outros são impermeáveis ou resistente à água.


Lembre-se de se atentar a este fato na hora de comprar sua mochila. Afinal, por mais que diga que não andarás sob a chuva, ela sempre poderá sofrer algum acidente com líquidos nos bagageiros dos aviões e dos ônibus ou trens pelos quais você irá passar.


Para quem possui por um modelo sem capa, é possível comprar elas de forma avulsa, e revestir a mochila.



6. Compartimentos


Que tal um corpartimento separado do lado de fora da mochila só para o computador, caso viaje muito a trabalho? Ou ainda bolsos e zíperes internos para que você não precise encher sua mala de sacolas para dividir cada um dos seus itens?


Há mochilas com separação para sapatos e roupas sujas por exemplo. Com compartimento para bolsas de água no caso de trilhas e ainda fitas e alças externas para prender objetos do lado de fora da bagagem.


Geralmente, utilizo esses bolsos internos para roupa íntima, maquiagem, produtos de higiene, e para separar a roupa suja. Compartimentos, bolsões ou tiras externas também são úteis para carregar ‘itens sujos’, ou que ocupam muito espaço interno, como tripés, sacos de dormir ou toalhas molhadas.


Pense no seu estilo de viagem e no que gosta de levar normalmente para decidir qual a melhor para você.


Dica extra: Quando a mochila estiver mais vazia, você pode usar as correias externas que alguns modelos possuem para compactá-la e evitar que as coisas se movam no interior. Isso diminui o volume final, facilita o transporte e, dependendo do modelo, pode até permitir que uma mochila grande possa ser levada dentro da cabine do avião.



7. Preço


Uma boa mochila cargueira não é barata. A minha primeira era uma de 80 litros (não tinha a menor noção do tamanho que precisava comprar) e custou cento e poucos reais. Ela tinha apenas uma regulagem para os ombros e outra simples para a cintura que acabava machucando por não ser acolchoada, ficando desproporcional pelo seu tamanho. Mas serviu muito e conheci muitos países com ela nas costas.


Portanto se você não tiver condições de comprar uma boa mochila que vai custar no mínimo 600 reais, não deixe de viajar por isso. Comece com uma simples e vá aprendendo e entendo seu corpo e suas preferências de viagem até se sentir confiante e juntar a graninha para comprar a ideal pra você.


Uma boa alternativa para quem quer economizar ir até a loja, fazer todos os testes e, depois de escolher o modelo, voltar para casa para comprar pela internet pelo melhor preço.


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