• Jéssica Paula

Neve no deserto do Saara



O fotógrafo Karim Bouchetata capturou, nas últimas semanas, um fenômeno que surpreende muitos de nós: a formação de neve no maior deserto quente do planeta.


Mas pode ficar tranquilo que o mundo não está acabando - pelo menos não ainda. Essa não é a primeira vez que o fenômeno acontece. O fotógrafo já havia viralizado pela primeira vez em 2016, quando capturou uma nevasca do Saara após 37 anos.





Desde então, neve tem se formado com maior frequência, mas ainda deixa os moradores da região entusiasmados. O fenômeno registrado em partes da Argélia e da Arábia Saudita impressiona pelos belos padrões que a neve formou nas dunas de areia.


O período de janeiro costuma ser de quedas extremas de temperatura na região – quando o mesmo local que costuma marcar 50ºC no verão é capaz de alcançar gélidos -3ºC.




A cidade de Ain Sefra fica a mais de 1000 metros de altitude na Cordilheira do Atlas, cadeia de montanhas localizada a noroeste do continente africano, e por isso o frio costuma ser especialmente intenso por lá nessa época do ano. Ainda assim, a neve é fenômeno raríssimo, e ainda mais seu registro. Nevascas ainda maiores ocorreram em dezembro de 2016 e janeiro de 2018, mas antes disso o último caso notado data de 1979.



Relatos divulgados na mídia indicam que também caiu neve no Líbano, Síria e Irã - onde algumas regiões foram cobertas por uma camada de neve de até um metro de altura. O fenômeno foi causado por uma onda polar que trouxe condições favoráveis à formação de neve em pleno deserto.


Os registros são raros justamente porque, devido a variação de temperatura, durante o dia o calor derrete o gelo, impedindo que seja comum enxergar esse fenômeno.